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Troca de óleo

Tipos de óleo para motor: Qual escolher?

Muitos motoristas ficam em dúvida diante dos diversos tipos de óleo para motor. Neste texto, iremos dar dicas para você não errar na hora dessa escolha.

Cada montadora indica um tipo de óleo considerado ideal para usar no carro. Ainda sim, há motoristas que acham que podem fazer a substituição por outro tipo de óleo.

Porém, o que eles não sabem é que estão cometendo um grande erro. Seja para completar o nível ou nas trocas, é imprescindível seguir a recomendação que consta no manual do proprietário do veículo.

Isso porque, os óleos são essenciais para o bom funcionamento do veículo, já que lubrificam os componentes móveis do propulsor para diminuir o atrito do calor gerado pelas peças.

Conduzir com pouco óleo é muito prejudicial, pois faz com que o motor passe a trabalhar com temperaturas acima das suportadas e por isso acabar fundindo.

Assim, é preciso estar atendo ao tipo de óleo a ser usado e as siglas na embalagem que estão relacionadas aos testes de viscosidade (SAE) e desempenho (ACEAE ou API).

Tipos de óleo para motor

Os tipos de óleo para motor


Os óleos são divididos em três tipos: mineral, sintético e semissintético. A diferença está na forma que os óleos básicos são obtidos.

O óleo mineral é o mais simples e com menor custo, pois é produzido a partir do refinamento do petróleo, sendo uma mistura de vários compostos.

Já o óleo sintético é obtido através de processos petroquímicos e possuem maior controle em sua fabricação que é feita a partir de produtos superiores e mais puros. Por conta da formulação, esse tipo de óleo funciona melhor em altas e baixas temperaturas. Geralmente, são mais caros que os minerais.

E o semissintético é uma junção das melhores propriedades dos tipos anteriores para a otimização dos custos, pois as matérias primas sintéticas possuem custo mais alto.

Qual o melhor óleo para motor?


Sabendo como os óleos são feitos, surge a dúvida: Qual o melhor em eficiência?

O óleo sintético leva vantagem em relação ao mineral devido a sua resistência ao envelhecimento e às temperaturas.

Contudo, isso não quer dizer que o óleo mineral é ruim, pois essa avaliação depende muito do tipo de óleo com o qual o motor foi desenvolvido. Por isso, é importante seguir a recomendação dada pelo fabricante do veículo.

Vale lembrar ainda que não é recomendado misturar os óleos minerais com os sintéticos, pois essa mistura pode comprometer o desempenho e fazer com que se crie borra no motor.

Entendendo as nomenclaturas


A classificação de cada produto é estabelecida pela Sociedade Americana de Engenheiros (SAE) levando em consideração os níveis de viscosidade apresentado.

Os produtos são divididos de acordo com dois grupos: verão e inverno (temperaturas mais baixas identificadas pela letra W, proveniente da palavra winter).

A viscosidade é a propriedade mais importante dos óleos para motores. Quanto maior o número SAE, maior a viscosidade para que o óleo consiga suportar maiores temperaturas.

A medição aparece em duas escala, uma de baixa temperatura (de 0 a 25W) e outra alta (de 8 a 60). Alguns tipos de óleos para motor são:

  • SAE 30: Possui nível de viscosidade “30” em altas temperaturas;
  • SAE 10W: Possui nível de viscosidade “10” em temperaturas baixas;
  • SAE 10W30: Une a propriedade dos dois óleos em um só produto e nível de viscosidade 10 para baixas temperaturas e “30” para altas temperaturas.

Outro ponto que é preciso estar atento é em relação à sigla de duas letras que constam na embalagem do produto.

Estas letras dizem respeito à classificação do desempenho do óleo, criado pelo Instituto Americano de Petróleo (API) e Associação dos Construtores Europeus Automóvel (ACEA).

Para motores movidos à gasolina ou álcool, a sigla se inicia pela letra S seguido por outra letra que diz respeito à modernidade do motor. Há, por exemplo, os níveis SN, SM, SL, SJ e etc.

Atualmente, a versão mais moderna e usada de óleos lubrificantes é a SL, que pode ser aplicada em qualquer automóvel.

Já no ACEA pode aparecer a especificação A1/ B1, A3/B3, A5/B5 e entre outras.

Sabendo as diferenças dos tipos de óleo de motor e a especificação de cada sigla, é de extrema importância consultar o manual do carro as recomendações em relação ao SAE, API e ACEA do óleo e o tipo de lubrificante a ser usado.

Este cuidado fará com que os sistemas de seu veículo funcionem com melhor desempenho.

filtros

Eles são descartáveis, baratos e de fácil substituição, mas nem por isso deixam de ser importantes. Os filtros de ar, de óleo e de combustível são peças fundamentais para o funcionamento do motor do seu carro. Têm o papel de evitar a entrada de impurezas. Para quem usa carro com ar condicionado, há ainda o filtro específico do ar.

Se você ainda fica confuso com os filtros, veja abaixo qual a função de cada um, quando em média devem ser trocados e quais os prejuízos para seu automóvel caso você não cumpra os prazos.

Filtro de combustível

Função – É responsável por atacar as impurezas do álcool ou da gasolina antes do combustível queimar. Fica entre o tanque e o motor para evitar que partículas acumuladas durante o transporte e armazenamento, como pó, ferrugem, água e sujeira no tanque do veículo cheguem à bomba de combustível e ao bico injetor.

Prazo de troca – Em média é recomendado pelas montadoras entre 10 mil e 15 mil quilômetros

O que pode acontecer – Filtro de combustível vencido ou danificado pode comprometer a bomba de combustível e sujar o sistema de injeção, especialmente os bicos injetores. Isso pode provocar falhas e afeta o rendimento.

Filtro de ar

Função – Tem a função de separar e eliminar as partículas impuras do ar aspiradas pelo motor, garantindo que somente o ar livre de impurezas chegue à câmara de combustão, evitando desgaste prematuro de peças móveis do motor, como pistões e biela. Está para o carro como os pelos do nariz estão para as pessoas.

Prazo de troca – Cerca de 10 mil quilômetros, em média. Os filtros do ar não podem ser limpos com jato de ar, pois isso romperá os poros do meio filtrante.

O que pode acontecer – Aumentos súbitos no consumo de combustível podem estar ligados ao filtro do ar. A peça retém as partículas contidas no ar aspirado pelo motor para que somente ar limpo entre na câmara de combustão. O excesso de sujeira faz com que o propulsor tenha que fazer mais força para puxar o ar, elevando o consumo de combustível e permitindo a entrada de impurezas que atingem o motor. Além disso, o carro perde potência nas retomadas de velocidade.

Filtro de óleo

Função – São desenvolvidos para eliminar impurezas como partículas de metal geradas pela fricção das peças móveis do motor, além de partículas derivadas da combustão. O contato das peças internas do motor, como pistões, podem deixar impurezas. Aí entra a importância do filtro.

Prazo de troca – Até 10 anos atrás falava-se que o filtro de óleo poderia ser trocado a cada duas ou três trocas de óleo. Muitas montadoras aconselham a troca do filtro sempre junto com o de óleo, geralmente entre 10 mil e 15 mil quilômetros.

O que pode acontecer – Filtro vencido vai deixar partículas para o motor que vão danificar peças como pistões, cilindros, anéis, válvulas e mancais. E, em casos extremos, podem fundir o motor.

Filtro de ar condicionado (cabine)

Função – Filtra o ar que vem da rua para dentro dos carros com ar condicionado e retira odores.

Prazo de troca – Não há prazo de troca por quilometragem. Vai depender de como o motorista usa o carro. Se anda mais em engarrafamentos, por exemplo, o filtro terá duração menor. Por isso, é fundamental a checagem periódica, pelo menos a cada 20 mil quilômetros.

O que pode acontecer – O filtro vencido ou estragado não impede a entrada de impurezas e cheiros da rua no carro. Além do cheiro, o filtro velho pode impedir o fluxo de ar.

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Mecânica